14/11/2009

Um adormecido pode acordar a qualquer momento - Parte I

Para aquelas pessoas que me conhecem e que atualmente estão convivendo comigo devem ter pecebido que "ando um pouco distraído... impaciente e um pouco indeciso. Confuso... não sei se realmente é diferente, mas estou tranquilo e muito contente"!!

Para esclarecer alguns fatos, terei que retomar a volta do N Design no final de Julho, quando havia terminado todas as minhas cadeiras teóricas da faculdade, restando apenas fazer meu estágio de final de curso (300h obrigatórias). Como essa etapa pode ser realizada em qualquer cidade ou país, desde que atenda as exigências da universidade, fiz minhas malas, peguei minha cuia, meus guids e fui tentar a vida numa cidade que nunca havia colocado os pés: Curitiba.

Os aventureiros, sem dúvida dirão: legaaaallll!! Os céticos, curiosos, contestadores, etc.: mas por que Curitiba?

Bom, sendo um bom sagitariano, que coloca sua liberdade acima de muitas outras coisas, já seria uma explicação plausível para uma leve mudança de ares, trocando Santa Maria por Curitiba. E esse não deixa de ser um, entre outros motivos que me levaram a essa mudança; um outro motivo, muito forte diga-se de passagem, é minha inquietação interna que não me deixa sossegado por muito tempo. Estava morando há onze anos e meio em Santa Maria e antes disso havia passado os outros dezessete anos na minha cidade natal. Para uma pessoa que tem sede de mudanças, de conhecer novas pessoas, cidades, ter contato com novas culturas, ver novas artes, novas arquiteturas como eu, ficar tanto tempo em lugares pequenos sem muitas condições de viajar, é quase claustrofóbico.

Sem contar que essa mesma inquietação não deixaria que me acomodasse por muito tempo sem fazer alguma pós-graduação ou algo do gênero. A cidade de Santa Maria é uma ótima cidade para estudar, pois tem um custo de vida relativamente baixo e uma diversidade de opções de cursos de graduação em seis ou sete instituições de ensino superior, entre elas a UFSM, primeira Universidade Federal do interior do Brasil. Porém, na área de design ainda não há muitas opções para pós-graduação, nem mesmo muito mercado de trabalho, pois não requer uma demanda muito grande - embora algumas agências reclamem que falta mão-de-obra especializada em design na cidade. E, sendo Curitiba uma cidade que já havia pesquisado sobre universidades, faculdades e programas de pós-graduação, dos quais muito me interessei, mais um pontinho para a capital paranaense.

Outro motivo para mudar-me foi, de certa forma, sentir-me livre, sem ter raízes fixas como casamento ou filhos... isso fez um grande diferença, pois dizia que para mudar-me para Porto Alegre ou Manaus, a diferença seria basicamente alguns (bons) quilômetros a mais, pois não tinha amigos nem conhecidos em Manaus e apenas dois contatos em Curitiba. Apesar de tudo, gostaria de ficar pelo sul do Brasil, continuar mais da família e também por gostar de um friozinho no rosto vezenquando.

Isso dificultou um pouco as coisas... pois sem conhecer praticamente ninguém na cidade, seria complicado chegar lá sem um endereço certo para dar ao taxista na rodoviária. Mas conversa vai, conversa vem... pergunta ali, sonda alguns amigos daqui... encontrei uma amiga que tinha parentes por lá e ficou super interessada em ajudar. Depois de algumas conversas, ela conseguiu com que ficasse na casa dos avós dela por um tempo até me achar.

Com isso certo, comecei a entrar em contato e prospectar algumas empresas para realizar meu estágio final e dia 09/08 desembarquei numa cidade desconhecida, com quase nenhum contato, disposto a me estabelecer por ali por algum tempo ou até algum gigante despertar...

Em breve posto a Parte II.

26/10/2009

Stop motion

Apenas as palavras necessárias: impossível deixar de ver.
Qualquer designer se apaixona no primeiro instante. Assisti 3 vezes antes de postar.

Coldplay: Oficial Strawberry Swing video


11/09/2009

O Cu$to de nossas escolhas

Quem nunca abriu mão de algo para ter outra?
Mais vale um pássaro na mão que dois voando! Será?

Quem nunca abriu mão de algo para tentar conquistar outra?
E quanto custa abrir mão dessas coisas?
Quanto ganhamos ou perdemos ao encarar novas oportunidades?

Minha amiga e comadre Schirlei Stock escreveu um texto sobre os "trade ofs" da vida. Confere só:

"Os números governam o mundo (Platão)

Custo de oportunidade (trade of) em mal “economês” pode ser definido como o custo daquilo que se desiste para se obter outra coisa ou outro bem. É o somatório de todas as coisas renunciadas com a perspectiva do ganho de outra.

Assim tratam dos custos os contadores e os economistas, que tratam custos de maneira diferente das pessoas normais, mas para não ser aqui mal interpretada vou me expressar melhor: das pessoas que não contabilizam profissionalmente.

Para contabilizar números existem métodos, modelos, teorias. Mas o que inquieta são os “trade ofs” da vida. Como interpreta-los? Diferentes pessoas tratam custos de formas diferentes, e isso é especialmente verdade no trato dado aos “custos do coração”.

Pensando na forma de descrever os custos da vida me posicionei como uma mulher econômica racional e achei, como de costume, que poderia buscar respostas nos livros para estabelecer alguns parâmetros favorecidos pela lógica.

A teoria diz que para entender em uma empresa as decisões que ela deve tomar, é preciso entender o que ela está tentando fazer; os canônicos economistas normalmente assumem que o objetivo de uma empresa é maximizar o lucro e que essa hipótese funciona bem na maioria dos casos.

E como descrever o lucro da vida? Quais são os custos de renunciar? Para sabermos como maximizar o lucro é preciso saber com mais profundidade sua receita total e o seu custo total. Não da para medir perdas e ganhos de uma vida por meio de gráficos.Essa medição dependeria de vontades, de coragens, de possibilidades, de ilusões...vaidade...

Não é possível se distinguir lucro verdadeiro ou lucro fictício da “vida que se quer” para se fazer então a escolha que maximiza o resultado, simplesmente porque a vontade da alma, os desejos do coração, a racionalidade humana e a realidade são variáveis que não cabem numa curva de decisão de oferta e demanda. E em nenhuma outra que eu conheça.

Como não há meios para contabilizar e fazer os melhores “trade ofs da vida” temos mesmo que aceitar ir vivendo e escolhendo sempre analisando a curva de oferta sob a perspectiva de distribuir a nossa “pobreza”. E a de demanda pela de amortizar também a “vontade”.

Para a vida não economica, parece-me que a teoria econômica não tem sentido, porém validou o ensinamento de que pessoas racionais pensam na margem para tomar decisões melhores, e sendo assim conclui-se mesmo, que nem sempre é preciso decidir.

Na vida, fora de modelos, não são tão necessárias mudanças marginais, bastam apenas pequenos ajustes incrementais e assumir o ato de se abandonar qualquer plano de ação para maximizar o lucro, pois por maior que seja a perspectiva de alguns ganhos, não há lucro que se consolide se tiver que ser amortizado pela “pobreza de vontade”."

Excelente texto Schirlei, PARABÉNS!

09/09/2009

Decifra-me ou devoro-te:

Não tenho sexo, idade, cor, religião nem preconceitos.
Entretanto, ao mesmo tempo posso pertencer a todos os sexos, quase todas as idades, todas as cores e religiões. Posso sim, sofrer preconceitos e estranheza de muitas pessoas, principalmente quando me veem em ocasiões que seus olhos não estão acostumados. O Marcelo diria que é devido a um período de transição e adaptação: tempos pós-modernos com pensamentos ainda modernistas.

Posso ser doce, úmido, gostoso, molhado, quente, sutil, provocador, amoroso, fraternal, erótico, libidinoso, empolgante, carinhoso e muito excitante; posso tirar o fôlego e provocar reações das mais diferentes formas: algumas pessoas escutam músicas, sininhos, sentem pequenos arrepios, cheiros começam a exalar pelos poros ao mesmo tempo que as narinas captam fragrâncias, novos gostos e texturas são apreciados por um paladar incomparável e único, ao mesmo tempo que pode ser totalmente diferente a cada novo ato.

E as transmissões nervosas? Hmmmmm... dezenas, centenas, milhares... milhões de microscópicas transmissões nervosas entre milhões e milhões de células. Posso provocar inúmeros efeitos colaterais, alguns acima descritos, mas costumeiramente sou seguido por um leve sorriso em lábios úmidos por mim possuídos.

Para quem gosta de cinema, vai uma dica extra: por vezes, quando entro em cena, uma perna - geralmente feminina - sobe!

Então, decifrou-me?

28/08/2009

Primeira campanha publicitária do Toddy, em 1958



11/08/2009

Fluxograma de um freela

Colocando meus feeds em dia, achei essa pérola feita pela minha chará Marcela Catunda, descrevendo os passos de um freela.
Bem, o infográfico fala por si, dispensa comentários.


Achei no Design Flakes.

04/08/2009

Oficina de Gestalt

Gestalt sempre intrigou a mim e tantos colegas na faculdade. Lembro que era uma palavra muito comentada nos primeiros semestres da faculdade, bem como lembro ser mais uma expressão que nunca tinha ouvido falar. Com o tempo, em algumas aulas, discussões e leituras, fui desvendando essa "forma" que me era apresentada.
Agora dá uma olhada no projeto desenvolvido na disciplina de Linguagem Visual com os alunos do primeiro ano de Design de Animação da Univille de Joinville:
"Após abordagem e introdução das vertentes unidade e segregação do estudo Gestalt, a proposta foi colocar em prática o que a teoria propõe: “O que acontece no cérebro não é idêntico ao que acontece na retina”, nossos olhos conseguem ver as partes, mas nosso cérebro interpreta a percepção obtida do todo."

O resultado ta aí pra comprovar a teoria: se olhar de longe, só percebe o todo; se olhar de perto, vê as partes isoladas, mas mesmo assim o todo continua martelando no cérebro.
(clique na imagem para ampliar)
Ao professor Elcio e toda a turma pela iniciativa e belo projeto: PARABÉNS!!
Achei no LogoBr. Mais informações com fotos e videos no Blog 4T Combo.

Luminárias Kozo

Fantásticas luminárias de design israelense Demo.
A linha Kozo Home é criada a partir de canos, tubos de chumbo, torneiras e conexões de ferro galvanizado; tudo montado manualmente.
(Se alguém quiser me presentar com alguma... rs).
Achei no Design Innova.

Suco dos Beatles

Quem gosta dos Beatles, como eu, seria muito fiel a este suco (contando, claro, que o produto fosse bom!).
Beatle Juice é um projeto do norte-americano Marc Valega que infelizmente não foi comercializado. A linha contém um sabor paa cada integrante da banda: Apple McCartney, John Lemon, Gerge Pearrison e Mango Starr.
Achei no Blog Revista EmbalagemMarca.

26/07/2009

A primeira vez a gente nunca esquece...

O primeiro beijo, primeira bicicleta, primeiro carro, a primeira...
Enfim, o primeiro voo da gente também não podemos deixar de registrar, tão pouco contar pra todo mundo, não?!?
Viajando acima das nuvens, cerca de 10.000 metros acima do nível do mar, cinquenta graus celsius negativos do lado de fora e um anoitecer inesquecível: não podia deixar a máquina fotográfica desligada!